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A alteração de forças obriga o sector das telecomunicações e media a adoptar uma orientação

A explosão de dados cria espaço para "media hubs" (concentradores de media) e o sector caminha para uma maior integração na cadeia de valor

Lisboa, 09 de Abril de 2013

A nível mundial, o número de fusões no sector da Tecnologia, Media e Telecomunicações (TMT) atingiu, no primeiro trimestre de 2013, o nível mais elevado desde a bolha da Internet em 2000. O sector avança para economias de escala e uma integração radical na cadeia de valor. O crescimento explosivo no número de utilizadores de redes sociais demonstra a crescente vontade dos consumidores de partilharem dados pessoais para utilização comercial. Estes desenvolvimentos podem originar gigantescas organizações de conteúdos ou "media hubs". As empresas de telecomunicações tradicionais têm de concentrar-se no processamento de enormes quantidades de dados e na sua comercialização. O foco dos novos modelos de ganhos tem de ser apontado para os dados, melhorando a experiência do cliente, com uma marca convincente e garantindo transparência, segurança e privacidade. Estas são as principais conclusões a reter do "Planeamento do Cenário nas Telecomunicações e Media", no qual a Atos Consulting traça os principais desenvolvimentos.

 

O sector TMT está em rápida mutação. O equilíbrio de poder do mercado está a mudar com a introdução de novos intervenientes "Over the Top", que substituem os actuais modelos de ganhos. Novos desenvolvimentos tecnológicos exigem processos com prazos de comercialização cada vez mais curtos, com regulamentos mais rigorosos e consumidores mais exigentes. No seu inquérito, a Atos Consulting apresenta cenários que constituem orientações a serem considerados pelos intervenientes TMT ao determinarem o respectivo percurso estratégico para os próximos anos. Mais de 60 peritos sectoriais apresentam a sua visão do sector TMT a nível internacional. O relatório traça quatro cenários baseados em dois princípios-chave – o grau de integração na cadeia de valor e o grau de controlo na recolha e utilização de dados pessoais.

 

Cenário I: "Uma luta de titãs"

Neste cenário, a globalização obriga as partes a colaborar com base numa integração vertical na cadeia, ao mesmo tempo que os legisladores protegem a privacidade dos consumidores através de legislação, dificultando a inovação e o crescimento da economia de dados. As barreiras entre as telecomunicações, media e o mercado de software e hardware estão a dissolver-se. Tal resulta num mercado internacional único e inclusivo para o fornecimento de conteúdos e serviços na área do entretenimento. As cadeias verticais facilitam o fornecimento de serviços extremo-a-extremo aos clientes. Simultaneamente, os clientes sentem-se relutantes quanto à partilha, processamento e análise dos seus dados pessoais de modo a gerar conteúdo pessoal. Para os fornecedores, a conjugação de uma marca forte e a percepção de ser um parceiro leal são cruciais para ganhar a confiança do cliente. O tamanho é o factor determinante na batalha entre grandes fornecedores internacionais.

 

Cenário II: Moeda digital

Neste cenário, os dados são a nova moeda de um mundo amplamente digitalizado e globalizado. O acesso livre aos dados, com base na mineração de dados e na análise de dados, em conjunto com uma abrangente integração no mercado oferece um enorme potencial para os "media hubs": partes com um profundo conhecimento dos clientes que fornecem comunicações e serviços de meios extremo-a-extremo personalizados. As partes no mercado voltaram a integrar-se verticalmente. O resultado é um cenário competitivo com intervenientes enraizados nos conteúdos, nas telecomunicações e no hardware/software. Não só o número de pessoas ligadas a redes digitais aumenta, como também o número de aparelhos. Os cidadãos são embaixadores de dados e aceitam que a comercialização dos dados é o preço a pagar para utilizarem serviços (gratuitos). Preocupam-se pouco com quem gere, controla e usa os seus dados pessoais e não pessoais. Tal abre a porta a um mundo digital enriquecido com base na realidade aumentada, no qual se pode pesquisar uma pessoa e obter um perfil detalhado. Os fornecedores distinguem-se a si próprios através da criação de uma experiência especial para o cliente destinada a melhorar o valor da sua marca. Tal requer um conhecimento profundo e em tempo real das necessidades do cliente.

 

Cenário III: Muralhas da China

Neste cenário, os intervenientes especializados em nichos começam a operar em ligações específicas da cadeia de valor. Há um intenso controlo governamental e uma legislação rigorosa. A localização física dos dados é importante devido a diferenças locais na legislação. O uso comercial de dados individuais torna os clientes relutantes em armazenarem e partilharem os seus dados. A segurança, a fiabilidade e a qualidade são aspectos de distinção essenciais para os fornecedores. A cadeia de valor está amplamente fragmentada, o que resulta num campo de jogo altamente competitivo no qual cada organização é especializada num segmento de mercado específico.

 

Cenário IV: O mundo dos intermediários

O fragmentado mercado internacional conjugado com o potencial comercial dos dados abre caminho à emergência de novos corretores responsáveis pela agregação e distribuição de conteúdos. A sua força baseia-se num conjunto diferenciados de produtos e serviços que engloba toda a cadeia de valor. Tal está concentrado numa plataforma e é oferecido aos consumidores finais através de um único ponto de contacto. A extensa fragmentação torna difícil aos clientes escolherem entre as várias opções. Assim se cria espaço para os intervenientes que são capazes de juntar serviços e simplificar a escolha dos clientes. Estes posicionam-se a si próprios como corretores especializados na exploração de dados pessoais. Usam esta informação para restringirem a complexidade de um ambiente onde muitos fornecedores diferentes operam e para fornecerem serviços de forma inteligente. Para obterem o êxito neste cenário, os fornecedores tradicionais de telecomunicações devem centrar-se em conhecer os seus clientes através do processamento e da análise de dados pessoais e da utilização de uma boa gestão de fornecimento de modo a permitir a compra rápida e flexível dos serviços requeridos.

 

O setor TMT está "actualizado"?

O setor TMT precisa descobrir se o uso comercial de dados foi ou não amplamente aceite. Os clientes e a administração pública colocam a privacidade em primeiro lugar no uso regulamentado de dados? Ou estão os cidadãos preparados para partilharem os seus dados e isto irá dar origem a um animado comércio de dados? Simultaneamente, há uma integração vertical na cadeia de valor: desde o conteúdo à distribuição e aos dispositivos. Para alcançar o êxito, o sector das telecomunicações tradicionais tem de centrar-se no processamento de enormes quantidades de dados estruturados e não estruturados (Grandes Dados). O desafio consiste em usá-los como a base para o desenvolvimento de novos modelos de ganhos.         

 

"A questão principal é se o mercado se irá integrar mais ou se se irá fragmentar à medida que os intervenientes se especializam. Estamos a assistir a um avanço para uma maior reintegração. Veja-se, por exemplo, o caso da Amazon que vende tablets e conteúdos, da Google que desenvolve uma rede de fibra de vidro ou da Apple que aproxima os clientes directamente através da Apple TV. A questão que se segue será como é que a atitude dos consumidores e das administrações públicas se irá desenvolver face ao uso comercial de dados pessoais", afirma Michel van Buitenen, Managing Partner TMT da Atos Consulting. "Uma coisa é clara: os dados são cada vez mais parte dos novos modelos de negócios. As organizações apercebem-se do potencial do uso inteligente de dados, com vista a vender conteúdos pessoais. Tal é ilustrado pela emergência de fornecedores de software de análise de dados em tempo real e de partes que negoceiam com dados pessoais. Todavia, a questão está em saber se os intervenientes mais tradicionais no sector TMT estão actualizados e prontos para este desenvolvimento."

 

Sobre a Atos

 

A Atos é uma empresa internacional de serviços de tecnologias de informações com uma facturação em 2012 de 8,8 mil milhões de euros e 76.400 colaboradores em 47 países. Com uma carteira de clientes globais, a Atos fornece serviços transacionais de alta tecnologia, serviços de consultoria e tecnologia, integração de sistemas e managed services. Com a sua profunda experiência tecnológica e conhecimento do sector, a empresa trabalha com clientes nos sectores de mercado que se seguem: Indústria, Retalho, Serviços; Público, Saúde e Transportes; Serviços Financeiros; Telecomunicações, Meios de Comunicação Social e Tecnologia; Energia e Serviços Públicos. A Atos foca-se em tecnologia empresarial que potencie o progresso e ajude as organizações a criarem as respectivas marcas de futuro. É Parceiro Mundial de Tecnologia da Informação para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos e está cotada no Mercado Paris Eurolist. A Atos opera com as marcas Atos, Atos Consulting & Technology Services, Atos Worldline e Atos Worldgrid.

 

CONTACTO:

Vanda Ferreira - Tel: 21 097 1401 -  mailto:vanda.ferreira@atos.net

Carla Guedes - Tel: 21 794 12 46 - mailto:cg@reputation.pt

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